Por: MICHELLE SALOMÃO MOREIRA SILVA REIS -FONOAUDIÓLOGA -CRFa.5473-MT
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM
O desenvolvimento da linguagem começa antes da criança nascer. Ainda dentro da barriga, o bebê já é capaz de responder a sons e sensações vivenciadas pela mãe. No primeiro ano de vida, a criança se comunica através do olhar, do choro, do sorriso, do gesto. O adulto mais próximo deve ficar atento a esses comportamentos, respondendo às necessidades da criança e estimulando-a.
Quando começa a falar, ela usa uma mesma palavra para nomear várias coisas. Atentos, os pais, tios, avós e babás devem responder de forma correta, clara e simples, apontando e mostrando, sempre que possível, o objeto de que estão falando.
Na identificação dos problemas de linguagem, a avaliação do comportamento da criança é muito importante. Os problemas podem se manifestar de formas variadas, como atraso na emissão das primeiras palavras e na formação das frases; trocas, omissões ou acréscimos de sons na fala, além da gagueira. A terapia fonoaudiológica ajuda a superar ou amenizar as alterações através da estimulação adequada a cada caso.
A Fonoaudiologia atua tanto na habilitação de crianças com atraso de linguagem quanto na reabilitação de pessoas, que adquiriram a linguagem e a perderam por algum motivo, como traumatismo craniano e derrame cerebral.
Atitudes que ajudam a criança a desenvolver a LINGUAGEM:
• Aproveite os momentos de maior atenção da criança para conversar com ela, usando palavras simples e frases curtas, falando de igual para igual.
• Pronuncie corretamente as palavras, usando boa articulação e entonação.
• Devolva sempre as palavras ditas pelo seu filho de maneira correta e motivadora, sem infantilizar a sua fala e valorize o contato com seu filho: o toque, o olhar são manifestações essenciais.
• Dê pequenas ordens, como “pegue um copo para a mamãe”, “jogue um beijo para a vovó”. Explore a língua, os lábios e as bochechas.
• Brinque com isso! Faça caretas, barulho de carro (vibrando os lábios), jogue beijo, encha as bochechas de ar e solte-as... Não é preciso um momento próprio para essas estimulações.
• Você pode aproveitar as situações do dia-dia, como a hora do banho, da alimentação e da troca de fraldas.
• Não se esqueça: a criança aprende através de suas experiências e o papel dos adultos é proporcioná-las!
MICHELLE SALOMÃO MOREIRA SILVA REIS
FONOAUDIÓLOGA
CRFa.5473-MT
FORMADA PELA PUC-CAMPINAS
ESPECIALISTA EM REABILITAÇÃO ORAL E CORPORAL
SEGUNDO O CONCEITO CASTILLO MORALES
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